quarta-feira, 27 de setembro de 2017

NOSSOS OLHOS – UMA REFLEXÃO EMPÍRICA DE QUEM (EU) TRABALHA EM T.I.C

Um profissional da área de T.I. dando dicas de saúde?
Olá caro leitor, se você caiu de paraquedas no blog querendo saber sobre olhos secos, e alguma experiência “caseira” que deu certo, lhe convido para ler minha trajetória com esse problema, e testar em você essa dica. E, não se preocupe com efeitos colaterais, pois, se por acaso não lhe ajudar no olho seco, hidrata seu corpo, e seus rins agradecem. rsrs

Mais de dez anos atrás, tive alguns problemas nos olhos. Uma vez os meus olhos irritaram tanto que começou uma membrana a recobrir minhas córneas e o oftalmologista recomendou um colírio. Sorte minha que o tratamento funcionou, até recuperar a saúde dos olhos a ponto de não ser preciso fazer cirurgia. Um tempo depois começou a secura nos olhos e demorei a entender o que era. Piorou muito mais minha situação quando comecei a reciclar cartuchos colocando tinta nos bulk ink de impressoras no trabalho. Isso sempre deixava resíduos de tinta nas mãos e roupas também. Horrível, essas coisas que atrapalham a saúde em nossos trabalhos em TI, por falta de proteção. Mas por que mesmo você está vendo este artigo falando em saúde em vez de algum algoritmo ou dica de informática?

Resolvi falar sobre este malefício na saúde dos olhos que nos atinge e dificulta em tudo, podendo até nos afastar de nossos trabalhos frente a tela do computador, pelo simples fato de ignorarmos certos cuidados de higiene e saúde.

Quando começou a secura em meus olhos o ventilador era um “veneno” e o vento do carro (meu fusca) também. Cheguei a usar óculos de proteção, aqueles que as pessoas usam em construção (arrancando risos de alguns colegas) para tentar bloquear o vento do ventilador de minha sala, pois, moro numa região muito quente. Achava que o ar-condicionado secava meus olhos e que o ventilador deveria ser melhor para minha saúde. Ledo engano, o vai e vem do vento arrebentava com o filme de lubrificação ocular. Quanto dias com as conjuntivas vermelhas … E pela manhã lavando o olho com shampoo neutro. Nenhuma melhora, pelo contrário. Mesmo assim não entendia como poderia ser secura nos olhos se meus olhos ficam sempre cheios de água. Mas estar úmido de água é diferente de estar lubrificados, aprendi isto. Me dei conta que a lavação de olhos estava mais prejudicando do que ajudando pois retirava a pouca lubrificação do filme ocular que meu organismo dispunha.

Comecei a usar colírios e pomadas receitados para combater a blefarite e o ardor picante nos olhos. Depois, já sabia quais comprar… e de vez em quando os fazia. Quando consultei uma oftalmologista ela me disse que a pressão ocular estava no limite. Fiquei assustado, enfim. Depois de uns tempos não conseguia mais comprar os colírios antibióticos sem receita. Complicou, tudo caro e ainda o médico que sempre me receitava o mesmo colírio e pomada para melhorar.

Passava colírio caros “pra dedéu” no dia a dia (um trenzinho de 15 ml, que não dava bem para um mês) e os passava muitas vezes. Me sentia tonto e com os olhos doloridos. Penso que era do excesso de colírio, mas não tenho certeza. Com o tempo comecei a perceber que ao passar o colírio e com a irritação, meus olhos ficavam meio nublados, pois a córnea reagindo a secura ocular para se proteger devia produzir as defesas que se misturavam ao colírio deixando minha visão nublada. Quando tem excesso de líquido nos olhos os mesmos, jogam-no para um canal que desemboca dentro do nariz. Por isso que quando a gente chora o muco logo se cria no nariz. Enfim, de vez em quando tinha alguma “produçãozinha”, e eu levava a mão “nas ventas”… que depois iam aos olhos de maneira automática para coçar, na vã tentativa de conter as “espetadas” que a falta de lubrificação causava, numa corrente reinfestação. Ainda piora quando nossas mãos estão cheias de resíduos de tinta que não saíram mesmo depois de lavar com sabão pois, a limpeza da impressora que vazou tinta emporcalhou a coisa.

NO EMPIRICISMO DA COISA:
Então, observei o que acima descrevi, como a me olhar de uma câmera oculta. Mas só fiz isto depois que me dei conta de uma melhora significativa em minha saúde. Aconteceu depois que a impressora deu “pau” e ter começado a usar cartuchos recarregáveis numa outra impressora multifuncional que realmente valeu a pena pois, tinha cartuchos grandes. Enfim, percebi um pouco de melhora e liguei as pontas, mas claro ainda não estava nada tão bom assim, só tinha melhorado bem em relação a antes. Então caprichei mais ainda, tomando cuidado de não levar os dedos ao nariz e principalmente aos olhos sem estar bem higienizados.

Minha sala de trabalho perdeu espaço para outro ambiente que me impediu de ficar sem usar o ar-condicionado. Fiquei apavorado no princípio, e com medo de piorar a secura dos olhos usei colírios lubrificantes em excesso e coincidentemente as tonturas começaram.

Dizem (sei quem lá…) que muitas das grandes descobertas foram feitas por acaso. Como o sabão por exemplo: os antigos observaram nos locais de sacrifício de animais onde a gordura e as cinzas se misturavam que na hora de limpar o local surgia a espuma e a mesma dava facilidade na atividade de limpar o local. Um dos melhores sabões para lavar os cabelos é o sabão de cinza, feito Nas zonas rurais. Hoje é difícil saber de alguém que o faça. Enfim, continuando a minha história… Estava preocupado com minha hidratação para cuidar bem de meus rins e também melhorar a memória, há uns meses atrás, me ensinaram que eu deveria observar a quantidade de água que eu bebia. Se a urina estivesse amarela, estaria sendo pouco… o ideal é que minha urina tivesse coloração bem clarinha. Então, fora os meus cafés comecei a tomar pelo menos um litro e meio de -água, todo dia. Claro que temos que cuidar nem pouca água e nem água demais. Vale o ditado “tudo que é demais é veneno”.

Fui seguindo à risca, e me hidratei bem semanas seguidas… Não sei bem como foi, mas por ter menos irritação nos olhos fui diminuindo a instilação de colírio nos olhos e fui sentindo minha tontura diminuir principalmente a da hora de dormir (achava que era labirintite). Até que me dei conta que a minha hidratação estava influenciando fortemente na lubrificação dos olhos. - Mas como? Pensei. Água não é lubrificante! Mas pensando melhor, com certeza a hidratação deveria ajudar os “canais/meios/sei-que-lá” responsáveis pela lubrificação.

Contei tudo isto a minha família e minha filha já tinha alguns indícios de secura nos olhos já usava colírio esporadicamente, quando lembrava de que tinha que esquecido de colocar colírio tomava uma água e se deu conta que minha teoria se aplicava a ela também.

Claro que continuo com o problema de olhos secos mas, bem mais controlados. Só para recordar: melhorou muito com os cuidados com a higiene das mãos. Com evitar levar aos olhos sem estar com a mãos bem limpas. Além disso, sempre é bom lembrar que o nariz, o teclado e outros inúmeros lugares com pós e germes, principalmente o trinco da porta do escritório são locais de contaminação. Passar um álcool usando até mesmo um pedaço de papel higiênico vez ou outra neles ajuda. E por último: evitar o ventilador e hidratar muito bem o organismo.
Autor: JAGarcia

Participação: Marília Garcia e Ivanir Ester

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